Manutenção inteligente

Sutileza de um erro

Dois dias após a manutenção o cliente posta a mensagem no zap ” A cola tá soltando, veja o que podemos fazer”.

A idéia era usar a fita adesiva em toda a extremidade da tela desde a parte traseira passando pelas laterais até a parte frontal. Uma fita dividia ao meio enquanto outra traçava da linha frontal ao centro e seguia outra emenda até à extremidade de trás da calva. Pronto, a prótese já estava colada, testada e segura. Uma sondagem minuciosa para acertar os ajustes finais de todo procedimento da manutenção e nada mais. Para surpresa do profissional a tela frontal estava perceptível com sinais grosseiros da fita à mostra, embora tudo estivesse bem contornado e, portanto, no seu devido lugar. E, então, o que fazer? Decidiu se que a fita deveria ser removida, pois a tela parecia grossa demais para manter a discrição frontal. Feito o procedimento de remoção foi aplicado a cola. Nossa, logo foi percebida a diferença, tudo voltou ao seu estado natural , de uma discrição total. Foi uma grande satisfação em ver que algo havia sido finalmente reparado. Três dias após a manutenção o cliente posta a mensagem no zap ” A cola tá soltando, veja o que podemos fazer”. Um novo reparo certamente teria que ser feito. Uma vez que a fita foi removida no primeiro momento admite se que, resíduo de cola tenha ficado na tela. Infelizmente o uso de cola sobre este resíduo ao invés de fortalecer só enfraqueceria a nova colagem, e foi exatamente o que aconteceu. Logo, uma nova higienização foi feita até que todo o resíduo de cola fosse extinto e novamente a tela frontal fixada não mais com fita adesiva, mas à base de cola, somente.

Vai ai a dica para que você não se torne uma próxima vítima. Uma prótese bem colada só após a remoção de todo o resíduo, uma prótese de aparência frontal natural só com cola. Fita adesiva, ainda que seja super fina, melhor não arriscar.